Mutirão tapa-buracos será feito hoje e amanhã.
Na tentativa de evitar que a chuva continue inviabilizando o conserto de buracos nas ruas de Porto Alegre, a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) começou a testar ontem nova técnica de utilização de asfalto. Ao invés do produto tradicional, usinado a quente, os técnicos aplicaram asfalto a frio em um trecho da avenida João Pessoa. Caso o produto seja aprovado, a secretaria irá utilizá-lo em todas as repavimentações feitas em dias de chuva.
'Nos meses de junho e julho, choveu o dobro do que no mesmo período do ano passado, o que impediu que os técnicos fizessem consertos imediatos', afirmou o titular da Smov, Maurício Dziedricki, explicando que o asfalto quente tem baixa aderência e, se aplicado com tempo úmido, faz com que o buraco volte a se abrir. De acordo com ele, a iniciativa de testar a nova técnica integra o plano de ações em andamento para reparar os buracos na capital gaúcha. 'Queremos mostrar que a forma correta de consertar os buracos é revitalizar as vias. Já recuperamos 21 ruas com o Programa de Revitalização Asfáltica e a meta é atingir de 70 a 100 até o final de 2008', disse. A viabilidade de aplicação do novo tipo de asfalto será estudada pelos técnicos da Smov.
Um mutirão tapa-buracos, conforme o secretário, será feito a partir deste final de semana. Dziedricki salientou que a meta é produzir 50 toneladas de asfalto por dia para os consertos. No processo, ainda será utilizado o asfalto quente. Em 15 dias, atuarão no mutirão 14 equipes da secretaria, envolvendo cerca de 70 funcionários.
A prioridade será dada às vias de maior tráfego de veículos, seguindo depois para as demais ruas de Porto Alegre. Neste final de semana, as equipes estarão trabalhando na área central da cidade (Castelo Branco, Mauá, Conceição, Alberto Bins, Dr. Flores, Borges de Medeiros, Júlio de Castilhos, Chaves Barcelos e Cel. Vicente). Além do Centro, a Smov estará realizando o serviço também nas regiões Norte (Assis Brasil, Sertório e Baltazar de Oliveira Garcia) e Sul (Icaraí, Cel. Claudino, Tamandaré, Edgar Pires de Castro, João Antônio da Silveira e Nilo Wulff).
O supervisor do Escritório de Projetos e Obras da Smov, Adriano Borges Goulart, afirmou que atualmente são gastos R$ 520,00 por tonelada produzida de asfalto. A intenção da secretaria, observou ele, é que os custos possam ser reduzidos com a aquisição do novo produto, desenvolvido pela União dos Trabalhadores em Resíduos Especiais e Saneamento Ambiental (Utresa). 'O asfalto a frio não precisa ser aplicado imediatamente e pode ser usado mesmo em um buraco que contenha água', disse.