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29/09/2010

Uma família destruída por uma poça de água na BR-101

Logística

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O desvio foi construído pela Ivaí, empreiteira responsável pela duplicação no lote 23.

Colisão entre dois carros e um caminhão causou a morte de quatro pessoas. Três delas eram avó e irmãs. A mãe resistiuOs 60 metros de extensão de um desvio localizado no km 254 da BR-101, em Paulo Lopes, têm sido responsáveis por pequenos sustos e grandes tragédias. A comunidade local reclama da insegurança e Emilson Alano de Carvalho chora a perda de duas filhas e da sogra, que na semana passada, morreram em um acidente ocorrido depois de o veículo aquaplanar em uma poça d’água e bater de frente em um caminhão.

O boletim de ocorrência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) registra o acidente como uma invasão de pista contrária em dia de chuva, mas o caminhoneiro relatou que o veículo onde estavam as irmãs Gislaine e Diélly Cunha de Carvalho e a avó Leotildes Mendes de Souza da Cunha teria aquaplanado e causado a colisão que causou a morte das três ocupantes do veículo de Tubarão. A mãe das jovens, Elenir Cunha de Carvalho, sobreviveu, mas o passageiro de outro carro envolvido no acidente também morreu.

O desvio foi construído pela Ivaí, empreiteira responsável pela duplicação no lote 23, para os reparos da pista já existente. Guilherme Paiva, engenheiro responsável pelo trecho, informou que essa pista, apesar de provisória, segue o mesmo padrão de qualidade da estrada permanente.

– A sinalização é adequada e segue o padrão determinado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Cerca de 1,5 quilômetro antes do desvio há placas de velocidade decrescente até o limite de 40km/h – explica Paiva.

Esta semana, a empreiteira providenciou o reparo em algumas imperfeições na pista no trecho onde aconteceu o acidente fatal. A Ivaí estima que a duplicação no lote 23 está 80% concluída e o trecho deve ser aberto integralmente até 15 de novembro.

Apesar da sinalização, os moradores não se sentem seguros. A comerciante Maria Pereira dos Santos, que tem um restaurante às margens da BR-101, todos os dias testemunha alguma situação de perigo.

– Olhar a rodovia é uma tristeza. – conta Maria, que perdeu marido, filho e neto em acidentes na BR-101.

 

Por Diário Catarinense - SC

 

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